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“Somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”. Essa frase, sentenciada logo no primeiro parágrafo de Raízes do Brasil, publicado em 1936, parece ter retomado todo o seu efeito original oitenta anos depois, no Brasil do golpe de 2016. Desde então, convivemos com a incômoda sensação de impotência face à celeridade com que falácias, canetadas, votações no Congresso Nacional e atentados contra a vida de atores da vida política brasileira dão andamento ao golpe, ou seja, à destruição de um Brasil reerguido, lentamente, e não sem muitas dificuldades, desde a Constituição de 1988.

 

Raízes do Golpe, tema proposto para este Ciclo de Debates, visa chegar à raíz de um problema: identificar e situar não só forças contrárias à luta pela construção de um Estado Democrático de Direito mas sobretudo aquelas que se impõem à luta contra a destruição da democracia e do que nos foi possível erigir, com ela, até aqui. Desde a Constituição de 1988, direitos territoriais e participativos tornaram-se garantidos por lei. Ações políticas conhecidas no cenário brasileiro, como “clientelismo”, “populismo” e outros “ismos”, propiciaram a legitimação popular do golpe através do voto depositado à parlamentares e seus partidos em retribuição pelas “benesses” feitas, aqui e ali, em campos e cidades, não raro sob a invocação de santos nomes. Os agentes do assalto de hoje, beneficiando-se de esquemas de offshore, conglomerados de mídia e de um bem estruturado poder encastrado no sistema jurídico e parlamentar, parecem os mesmos de antes. Bacharéis ferozes, proclamam austeridade e esperam um povo servil para o estabelecimento daquilo que chamam ordem e progresso.

 

O Ciclo de Debates Raízes do Golpe tem sua origem nos trabalhos reunidos na Semana PUR 2017 e se inscreve no rol de atividades sobre o golpe, promovidas nas universidades públicas brasileiras nesse início de 2018, quando da tentativa de censura da disciplina sobre o golpe parlamentar de 2016, na Universidade de Brasília. As sessões acontecerão uma vez por mês, às segundas-feiras, com palestrantes convidados e serão organizadas e conduzidas pelos laboratórios e grupos de pesquisa e extensão do IPPUR, abordando temas atuais em 10 sessões previstas ao longo de 2018.

 

Abrindo o 1º Ciclo de Debates Raízes do Golpe, a sessão do dia 26 de março será organizada pelo Laboratório de Estudos das Transformações do Direito Urbanístico Brasileiro - LEDUB, com o título "O golpismo e seus reflexos sobre o planejamento urbano: que saídas as forças democráticas podem buscar?". Como convidados, o juiz João Batista Damasceno, da Associação Juizes pela Democracia; Felipe Abranches Demier, Professor do Departamento de Serviço Social da UFRJ; e Glaucia Marinho, Integrante da ONG Justiça Global.


O evento terá início às 13h no Auditório G1 do Prédio da Faculdade de Letras.

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