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O SBAP divulga chamada para submissão de trabalhos para o VII Encontro Brasileiro de Administração Pública, que acontece no período de 28 a 29 de maio de 2020. O prazo para envio de trabalhos vai até 25 de fevereiro de 2020. Participe!!

 

Os Encontros Brasileiros de Administração Pública, realizados pela Sociedade Brasileira de Administração Pública (SBAP), são reconhecidos como um importante momento de interação e coordenação entre acadêmicos e profissionais dedicados à pesquisa, o ensino e a gestão da Administração Pública brasileira. 

 

Grupos temáticos:

GT 1 Transparência, Governo Aberto e Governança

GT 2 Análise de Políticas Públicas

GT 3 Gestão de Organizações Públicas

GT 4 Planejamento Público, Gestão Social e Desenvolvimento Territorial

GT 5 Contabilidade, Finanças e Orçamento no Setor Público

GT 6 Inovação e Empreendedorismo no Setor Público

GT 7 Educação, Formação e Competências em Administração Pública

GT 8 Relações Raciais e Interseccionalidade: compreendendo experiências e contextos no marco das Políticas e Administração Pública

GT9 Controle social e combate à Corrupção na Administração Pública    

GT 10 Administração da Justiça e Desafios de Gestão no Poder Judiciário          

GT 11 Federalismo, Regulação e Gestão de Políticas Sociais no Brasil.

GT 12 Relatos Técnicos 

              

Prazo de submissões: até o dia 25 de fevereiro de 2020.

 

Faça a sua inscrição no link:

 

bit.ly/vii-ebap-inscricao

Bois Amazonia

                                   Bois na Amazônia (Crédito: Anistia Brasil/Reprodução)

 

Em 2019, a Anistia Internacional visitou cinco áreas protegidas na Amazônia brasileira: as Terras Indígenas Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau, as Reservas Extrativistas do Rio Ouro Preto e do Rio Jacy-Paraná (no estado de Rondônia), e a Terra Indígena Manoki (no estado de Mato Grosso). Dados oficiais, imagens de satélites e as visitas realizadas pela Anistia Internacional mostram que as apropriações ilegais de terras, quase sempre ligadas à criação de bovinos, estão aumentando em todas as cinco áreas. 

 

Essa é a conclusão do relatório Cercar e trazer o boi: pecuária bovina ilegal na Amazônia brasileira, lançado no dia 26 de novembro de 2019.

 

Povos indígenas e tradicionais de quatro das cinco áreas protegidas contaram à Anistia Internacional que novas invasões costumam ser acompanhadas por violências, ameaças e intimidações. Na quinta área, a Reserva Extrativista do Rio Jacy-Paraná, praticamente todos os habitantes originais já foram expulsos à força e têm medo de retornar, pois os invasores armados envolvidos na criação de gado estão vivendo na terra deles.

A pesquisa mostrou também que o governo Bolsonaro não está apenas cortando os recursos e enfraquecendo os órgãos de proteção indígena e ambiental, mas que alguns órgãos públicos estaduais estão efetivamente facilitando a criação de bovinos em áreas protegidas.

 

Acesse, no link a seguir, o Relatório "Cercar e trazer o boi: pecuária bovina ilegal na Amazônia brasileira".

 

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ) convida para conversa sobre o VIVA UFRJ e a Cidade do Rio de Janeiro.

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2019, 14h. Auditório E3 da Faculdade de Letras

Participantes:

Isabel Azevedo - Ex-Diretora da Casa da Ciência / UFRJ.

Pedro da Luz Moreira - Conselheiro do COMPUR - Conselho Municipal de Política Urbana; Presidente do IAB-RJ - Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio de Janeiro.

Carlos Vainer - Professor do IPPUR/UFRJ; Ex-Intergrante do Comitê Técnico do Plano Diretor da UFRJ; ex-Coordenador do Fórum de Ciência e Cultura / UFRJ.

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A Revista REDES convida para submissão de artigos para o dossiê temático “Governança Territorial e Desenvolvimento Regional:Tipologia, processos e repercussões nos territórios”, que será publicado em setembro de 2020.

O dossiê será organizado pelo professor Rogério Silveira, Editor, e pelos colegas editores convidados: Joaquin Farinós Dasi (Universidade de Valença) e Liliana Estupiñan Achury (Universidade Livre de Colômbia).

 

O prazo para submissão dos artigos é 31 de maio de 2020.

 

Mais informações no site da Revista REDES

 

 

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Como se deu a desconcentração espacial da produção capitalista no Brasil? A tese "Capitalismo histórico-espacial no Brasil: sistemas de circulação, integração nacional e desenvolvimento" (IPPUR/UFRJ), do pesquisador Autenir Carvalho de Resende, busca estabelecer os marcos de uma "economia da circulação espacial" brasileira, a partir da análise dos sistemas de circulação material terrestre (rodoviário e ferroviário), lançando mão das categorias "economias de comunicação" e "fluidez espacial".

 

Orientada pelo Prof. Dr. Carlos Brandão, a tese do pesquisador Autenir Carvalho de Resende foi defendida no ano de 2018 e representa mais um resultado do IPPUR.

 

Segundo Autenir de Resende, a tese parte do seguinte questionamento: como vem se conformando o capitalismo histórico-espacial brasileiro e seu respectivo processo de integração nacional, dadas as agudas e remotas condições de isolamento e fragmentação do país?

 

"Defende-se que a melhor linha de interpretação para estes fenômenos socioespaciais advém da compreensão geral e do reconhecimento da centralidade da circulação no processo de reprodução e acumulação capitalista, etapa vital de qualquer sistema econômico baseado nas trocas; e cuja importância tem sido persistentemente ignorada pela corrente majoritária da ciência econômica", defende o pesquisador.

 

O trabalho mostra, por exemplo, que sobre os sistemas de circulação, e sua atuação no sistema capitalista e para o desenvolvimento econômico, é possível destacar, desde logo, quatro características principais: i) grande potencial de encadeamento forward e backward; ii) vigorosos e auspiciosos efeitos multiplicadores sobre as interramificações econômicas e a economia como um todo; iii) importância particular do setor de transportes e comunicações enquanto setor econômico, e, especialmente; iv) a essencial capacidade de fluidificação do espaço, com a qual, aparentemente, as sociedades capitalistas se estabelecem e se transfiguram espacialmente.

 

Autenir de Resende explica que por economias de comunicação entende-se o conjunto variado de economias externas, diretas e indiretas – especialmente aquelas do tipo economia de aglomeração/urbanização –, decorrentes da fluidez espacial.

 

Por sua vez, considera-se a fluidez espacial como a capacidade comunicacional que determinada localidade disponibiliza às pessoas, e, especialmente, aos agentes econômicos em geral.

 

"Dito isso, toma-se como hipótese desta pesquisa a problemática de que, no modo capitalista de produção e acumulação, e, notadamente, em regiões de ocupação tardia (como o Brasil), as pessoas e o capital se movimentariam e se fixariam no espaço, condicionados às infindas determinações ambientais, fisiográficas, políticas, econômicas, e, especialmente, sobre estruturas de circulação moldadas por diferentes níveis de economias de comunicação e fluidez espacial", argumenta.

 

Desse modo, na Tese o pesquisador recorre à introdução do termo “ocupação tardia”, termo relacional para distinguir, por exemplo, a dinâmica capitalista espacial dos países europeus em relação a países da América Latina; ii) a fisiografia das regiões é característica importante, tanto na determinação dos padrões de ocupação, quanto dos padrões de circulação; iii) os sistemas de circulação não são meros elementos passivos, ou reativos, no modo de produção capitalista, mas sim, fatores decisivos do desenvolvimento das nações e regiões, embora, insuficientes em si mesmos.

 

"A história demonstra que os corpos d’água e os caminhos e estradas acomodaram em suas margens as primeiras aglomerações humanas e, consequentemente, as primeiras cidades e civilizações que se tem notícia, de modo que, as possibilidades de circulação intrínsecas a essas duas estruturas espaciais teriam sido decisivas para a fixação humana e o início da produção e divisão do trabalho", relata o autor.

 

É a partir dessa constatação de que as pessoas e a produção (e, consequentemente, trabalhadores, capitalistas e investimentos) se concentrem em locais com alguma densidade prévia de recursos, mercados, serviços.

 

O Brasil seria, portanto, um caso exemplar deste processo: por se tratar de um imenso território de desigualdades, onde o “capitalismo tardio” somente atingira seu auge após a Segunda Guerra Mundial, em meio a um ambiente desenvolvimentista-expansionista.

 

Deste modo, a partir da segunda metade do século XX, sobretudo, com a chamada “industrialização pesada”, os processos de contiguidade, penetração e respingamento, bem como, seus respectivos padrões espaciais, encontrar-se-iam mais explícitos, pois, apenas desde então, os sistemas de circulação teriam se estendido à quase totalidade do território nacional.

 

Acesse a tese "Capitalismo histórico-espacial no Brasil: sistemas de circulação, integração nacional e desenvolvimento" no link:

 

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http://objdig.ufrj.br/42/teses/876853.pdf

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